Plantas medicinais

À semelhança de qualquer medicamento, as plantas medicinais são óptimas para tratar certas doenças ou benéficas em determinadas situações, mas ao mesmo tempo podem ser contra-indicadas noutras. Outras poderão ser nocivas em casos de sobredosagem, dadas as suas propriedades tóxicas.

Sempre que escolher uma planta para um tratamento, consulte a lista de contra-indicações para se certificar que ela não é desaconselhada para a sua situação. A mesma lista inclui também os perigos de toxicidade das plantas em que ele existe.

 


 

Tratar a gastrite

A gastrite consiste na inflamação da mucosa do estômago, e pode ter origens tão variadas como maus hábitos alimentares, medicamentos, álcool, café ou tabaco.

Além de ser necessária uma dieta rigorosa, estas plantas podem também dar um contributo à aceleração do processo de cura. Têm uma acção predominantemente suavizante, adstringente, digestiva e hemostática.

No caso da gastrite crónica, que deverá ser diagnosticada através de biopsia, existem outras plantas medicinais especialmente indicadas para a tonificação e regeneração.

Tratar as frieiras

O seu nome clínico é eritema pérnio, e consiste em má circulação derivada do frio, afectando sobretudo mãos e pés. Causam comichão e dor, podendo sangrar, nalguns casos mais graves.

A aplicação local destas plantas medicinais, em banhos ou compressas, tem um efeito adstringente, protegendo as veias e auxiliando a cicatrização.

Tratar a digestão difícil

A digestão difícil é um mal comum e recorrente para muitas pessoas. A sua terminologia clínica é dispepsia, e tem como origem causas variadas, sobretudo disfunções alimentares, funcionais ou nervosas. Uma úlcera, cancro ou a estenose também podem originar uma digestão difícil.

Tratar a disbacteriose intestinal

Sabia que nem todas as bactérias são más? No intestino grosso existem várias bactérias que não só não são prejudiciais, como são até essenciais para o bom funcionamento do organismo, produzindo até algumas vitaminas. Contudo, por acção dos antibióticos (sobretudo quando tomados por via oral), a flora intestinal é frequentemente afectada, diminuindo bastante o equilibro natural que existe.

As plantas medicinais podem contribuir para repor esse equilíbrio, regulando a flora intestinal e com efeito adsorvente e adstringente.

Tratar a diabetes

Uma doença amplamente conhecida, com diferentes graus de gravidade, consiste na falta de insulina por parte do organismo, devido um deficiente metabolismo dos hidratos de carbono. A insulina é precisamente a hormona – produzida pelo pâncreas – que transporta a glicose do sangue para as células.

As plantas medicinais não são um tratamento único, mas antes um complemento ao tratamento tradicional – como aliás grande parte delas. Funcionam como um agente de melhoramento da eficiência quer do organismo, quer dos fármacos químicos habituais.

Tratar as cólicas

As cólicas intestinais são, na verdade, espasmo do músculo do intestino, muitas vezes associado a gastrenterite, colite ou prisão de ventre, entre outras patologias.

Estas plantas medicinais têm por isso um efeito predominantemente antiespasmódico e sedante, auxiliando também a própria digestão.

Combater o colesterol

O colesterol é bem conhecido pela generalidade da população. Apesar de ser um elemento essencial no sangue – é composto por gorduras essenciais – o seu excesso pode ser bastante nocivo, podendo causar arteriosclerose, entre outras doenças.

Estas plantas medicinais, conhecidas como hipolipemiantes, reduzem a quantidade dos lípidos ou das gorduras, prevenindo e combatendo excessos de colesterol.

Prevenir o cancro

Parte da investigação com vista a encontrar uma cura para o cancro recorre à medicina natural, crente que é nela que se encontra a solução para essa terrível doença. Apesar de ainda se encontrar em fase experimental, vários estudos indiciam a capacidade de certas plantas medicinais combaterem o cancro – como por exemplo o visco-branco, que é já receitado nalguns países europeus.

Tratar a bulimia

A bulimia é uma disfunção alimentar, segundo a qual o doente tem uma fome insaciável e injustificável, ingerindo quantidades enormes de alimentos – com as consequências que isso tem para a saúde física e psicológica.

As plantas medicinais podem ser uma forte ajuda para o controlo da bulimia, na medida em que aliviam a ansiedade (uma das causas para a fome insaciável) através do efeito sedante, e produzem sensação de saciedade (portanto, tirando o apetite).

Tratar a arteriosclerose

A arteriosclerose é um problema causado pelo colesterol, que consiste no estreitamento dos vasos sanguíneos. Isto leva a que o sangue não seja irrigado em quantidades suficientes nos locais afectados.

As plantas medicinais aqui apresentadas têm um efeito predominantemente fluidificante e vasodilatador. Uma vez que a arteriosclerose é causada pelo colesterol, as plantas indicadas para combater especificamente esse mal são também uma óptima forma de prevenção.

Tratar alergias

O primeiro passo para tratar uma alergia é sempre descobrir o que a causa, e a melhor solução é posteriormente evitar o contacto com esse factor.

Estas plantas medicinais constituem um complemento ao tratamento habitual, com efeitos anti-histamínicos, broncodilatadores e anti-alérgicos, entre vários outros.

Tratar o alcoolismo

O processo de abandono do alcoolismo é muito demorado e atravessa várias etapas. Além destas sugestões, será também pertinente recorrer a plantas para o tratamento do nervosismo e da ansiedade, dois dos efeitos mais frequentes nesta desintoxicação.

Estas plantas medicinais exercem um efeito de desintoxicação e descongestionamento do fígado, com a passiflora a ajudar ainda a suportar a abstinência alcoólica.

Combater o tabagismo

Por tabagismo entendemos não apenas o acto de fumar, mas as doenças que o tabaco causa e potencia. Mesmo quando se deixa de fumar, existem danos que se arrastam durante semanas, meses ou mesmo anos.

É precisamente para esses casos – para o ex-fumador – que estas plantas medicinais são indicadas, no sentido de regeneração de tecidos lesionados, limpeza dos brônquios e desintoxicação.

Tratar a vesícula biliar

A vesícula biliar produz a bílis, um elemento essencial para a digestão que tem que ser libertado no momento exacto, para que esta prossiga o seu curso. Por vezes existem perturbações nesta libertação, os chamados transtornos ou, mais correctamente, coledisquinesia. As consequências são, além de mal-estar geral, dor no fígado e na vesícula, enjoos e dor de cabeça.

As plantas medicinais constituem um importante contributo para a regulação da libertação da bílis, além de a tornar também mais fluida, evitando a formação de pedras (colelitíase).

Tratar a tosse

A tosse pode assumir duas formas: caso seja uma reacção natural do organismo de expulsão de corpos estranhos, diz-se “produtiva”; caso seja uma tosse seca, causada por focos de irritação (frequentemente com origens infecciosas) será então “não produtiva”.

As plantas medicinais permitem ajudar ambos os casos, através da descontracção dos espamos bronquiais (a tosse em si) e facilitando a expectoração. Algumas destas plantas têm também um efeito sedativo.

Tratar a sinusite

A sinusite é um mal bastante conhecido, causador de fortes dores de cabeça e vários outros problemas incomodativos. Consiste na inflamação da mucosa dos seis paranasais.

Por entre outros efeitos, as plantas medicinais aqui recomendadas têm um efeito antibiótico natural, balsâmico e anti-séptico, além de limparem também as ditas mucosas.

Tratar a rinite

A rinite é a inflamação da mucosa que reveste o nariz, sendo causada por diversos motivos, desde os infecciosos a alérgicos – sendo estes últimos os mais comuns.

A acção destas plantas medicinais é sobretudo anti-séptica, regenerando as células mucosas e descongestionando o nariz. No caso do ásaro, tem ainda o efeito de provocar o espirro – sendo esse um meio natural do organismo de expulsão de elementos indesejados.

Tratar a pneumonia

A pneumonia é das doenças respiratórias mais conhecidas – e das mais temidas. Consiste na inflamação do tecido pulmonar, e pode ter consequências gravíssimas.

As plantas medicinais constituem um complemento ao tratamento médico, não se tratando de uma solução única. O seu efeito expectorante, balsâmico e de descongestionamento dos brônquios facilita a acção dos medicamentos específicos e contribui para o melhoramento geral do bem-estar do paciente.

Tratar a piorreia e a gengivite

A piorreia é uma doença que consiste no derrame de pus das gengivas, sendo também uma das principais causadoras de mau hálito. Se não for tratada, pode ter como consequência a própria queda de dentes.
A gengivite consiste numa inflamação das gengivas, que é também, com alguma frequência, um efeito secundário da própria piorreia.

Tratar a nevralgia

A nevralgia é também conhecida como a dor dos nervos, bastante intensa e intermitente. Percorre habitualmente o trajecto de um nervo, tornando-se incomodativa e, em casos mais extremos, impeditiva de algumas acções.

As plantas medicinais têm uma acção principalmente preventiva, podendo ser aplicadas de forma interna ou externa. Como analgésicos, não são tão eficazes como os medicamentos à base de químicos, mas têm um efeito mais prolongado e, sobretudo, mais natural (com menos efeitos secundários).

Tratar o mau hálito

O mau hálito tem frequentemente como causas a piorreia (originado na boca), retenções de alimentos no estômago ou origens intestinais (fermentações e putrefacções).

Além das plantas medicinais que combatem especificamente esses efeitos, tem aqui algumas sugestões que actuam de uma forma mais geral e directa no mau hálito.

Tratar a laringite

A laringe está localizada na parte superior da garganta, e é o órgão responsável pela voz. Este está revestido por uma mucosa, sendo a laringite o nome dado à sua infecção. Em casos mais graves, poderá mesmo causar dificuldades respiratórias, devido a espasmos das cordas vocais, mas na maior parte das vezes, causa tosse, afonia ou rouquidão.

Tratar a hepatite

Hepatite é, por definição, uma inflamação no fígado, causada na grande maioria das vezes por um vírus. Um dos seus principais sintomas é o tom amarelado que a pele do portador adquire, um fenómeno com o nome de icterícia.

Estímulo de funções metabólicas, à regeneração de células, desintoxicação e descongestionamento geral são alguns dos benefícios que estas plantas medicinais trazem.

Tratar hemorragias nasais

O acto de sangrar do nariz tem o nome de epistaxe, e pode ser causado pelos mais variados motivos, desde espirros mais fortes, a inflamações e, obviamente, traumas.

Uma vez que o sangramento ocorre devido à ruptura de vasos sanguíneos na fossa nasal, as plantas medicinais aqui recomendadas têm uma acção adstringente, vasoconstritora e hemostática, permitindo fechar parar a ruptura e contribuindo para a sua cicatrização.

Na sua generalidade, estas plantas deverão ser aplicadas localmente, através de compressas ou tampões nasais.

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